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Buenos Aires tem noite violenta após perda do título

 

Depois da festa, a confusão Foto: Goal.com

A região de central de Bueno Aires vive uma noite de caos após a perda do título da Copa do Mundo. Dezenas de milhares de torcedores se reuniram próximo ao Obelisco, marco da cidade, para assistir a decisão entre Argentina e Alemanha, que terminou em 1 a 0 para os europeus.

Um grupo de pessoas destruiu um carro-link de uma emissora de televisão, outro quebrou vitrines de lojas e bancos e várias pessoas entraram em conflito umas com as outras e também com a polícia. Foram registrados saques e assaltos nas principais vias da capital.

As forças de segurança estão tendo dificuldade para agir dado ao grande número de pessoas que estavam nas ruas. Bombas de gás lacrimogênio foram usadas para dispersar os baderneiros.

Informações Goal.com

Alemanha vence a Argentina e ganha a Copa do Mundo no Brasil

Pela quarta vez na história do futebol, a Alemanha é campeã do mundo. Foi uma conquista sofrida, bem diferente da goleada que eles deram no Brasil, nas semifinais. Neste domingo (13), a final teve que ir até a prorrogação.

Alemães erguem a taça da Copa do Mundo, após vitória no Maracanã Foto: ESPN

Quem seria abençoado? O craque Messi, o camisa 10 da Argentina? Ou os 11, o jogo coletivo alemão? Sessenta e quatro anos depois, o Maracanã palco de uma decisão.

Na escalação alemã, uma surpresa: Khedira sentiu a batata da perna no aquecimento e não jogou. Foi substituído por Kramer, que durou pouco em campo. Aos 17 minutos, levou uma ombrada de Garay no rosto. Ainda voltou, mas acabou saindo.

Aos 20 minutos, um dos melhores jogadores da Alemanha falhou. Kroos deu uma de Messi e deu um senhor passe para Higuaín, que perdeu. Os argentinos chegaram a festejar um gol de Higuaín que, corretamente, foi anulado.

Schürrle chutou, Romero fez grande defesa. Era um jogo tenso e muito equilibrado. Quando um atacava, outro respondia. Messi partiu, Boateng cortou.

Di Stéfano e independência: Argentina encara Holanda com ‘motivações extras’

Já antes das oitavas de final contra a Suíça, o técnico da Argentina, Alejandro Sabella, comentava que não era necessário fatores motivacionais para seguir na briga pelo título da Copa do Mundo. “O sonho de ganhar o Mundial é a principal fonte para isso”, explicou na véspera daquela partida.

Di Stéfano morreu na segunda-feira, dois dias antes da Argentina disputar a semifinal da Copa do Mundo Foto: Espn

Mesmo descartando um motivo extra de ânimo, a seleção argentina, hoje na semifinal, terá à disposição não apenas uma como duas formas de inspiração para seguir na busca por sua terceira taça no torneio, a primeira desde 1986.

Afinal, nesta terça-feira, o país verá sua seleção em campo justamente no mesmo dia em que celebra exatos 198 anos de independência. O processo para acabar com o domínio da coroa espanhola se iniciou em 25 de maio de 1810 e só acabou em 9 de julho de 1816.

“A mensagem é que vamos a fazer como sempre. Trabalhar com humildade, solidariedade, dar o 100% dentro de campo. É nossa obrigação”, declarou Sabella quanto à coincidência de datas.

Agora, quase 200 anos depois, os argentinos voltam a um campo para uma batalha decisiva. Essa luta pode não ser tão importante quanto à do século XIX, mas não deixa de ser significativa, ainda mais em tempos de luto.

Podendo dar uma alegria enorme ao seu povo, a equipe alviceleste ainda terá a chance de ajudar os torcedores a superarem a perda de um ícone. Isso porque, na segunda-feira, Alfredo Di Stéfano morreu aos 88 anos. Formado no River Plate, ele passou pela seleção e acabou se tornando o maior ídolo da história do Real Madrid.

Informações ESPN.

O pior vexame da história: Brasil 1-7 Alemanha

Vexame. Massacre. É impossível colocar uma palavra para descrever a derrota do Brasil nas semifinais da Copa do Mundo FIFA 2014. Em partida realizada no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, a Alemanha venceu por 7-1 e impôs a maior derrota brasileira na história, que era de 6-0 para o Uruguai em 1920.

Os gols foram marcados por Thomas Müller, Miroslav Klose, Khedira, Toni Kroos (2) e Schürrle (2). Oscar diminuiu para a Seleção Canarinho. Além da vitória, Klose marcou um gol e superou o recorde na artilharia dos Mundiais, com 16 gols marcados.

As duas equipes entram em campo ainda neste fim de semana pelo Mundial, mas ainda não conhecem seus adversários. O Brasil entra em campo no sábado (12), às 17 horas, em Brasília, pela decisão do terceiro lugar. A Alemanha volta a disputar um jogo no Maracanã e pode quebrar o jejum de 24 anos sem conquistar a taça. O adversário irá sair da segunda semifinal entre Holanda – Argentina.

O jogo

Esqueçam o Maracanazzo, quando o Brasil foi derrotado em 1950 para o Uruguai no jogo final. O Brasil até começou no setor ofensivo, mas quando a Alemanha chegou ao ataque, não saiu mais. A cada subida ao gol defendido por Júlio César era um tormento. Aos 10 minutos, Toni Kroos cobrou escanteio e Thomas Müller completou para o gol sozinho: 0-1.

O Brasil se abateu com o gol, mas ninguém imaginava que o pior, o trágico, o horrendo estava por mim. Em seis minutos, quatro gols. Aos 22, Klose se isolou na artilharia na história dos Mundiais e marcou 0-2. Aos 24 e aos 25, Toni Kroos marcou dois gols. Aos 28, Khedira deixou o Mineirão perplexo. Com 30 minutos de jogo, o Brasil era derrotado em seus domínios por 5-0. E parecia caber mais. Muito mais. E a torcida caía em prantos.

No segundo tempo, duas alterações feitas por Luiz Felipe Scolari. Fernandinho e Hulk saíram para a entrada de Paulinho e Ramires. A Alemanha tirou o pé e o Brasil ficou frente a frente com o goleiro Neuer. Melhor para o arqueiro alemão, que fez milagres e coroou uma atuação impecável de seu país.

Joachim Löw, técnico da Alemanha, promoveu a entrada de Schürrle para a torcida homenagear Klose. E o atacante foi ainda mais impiedoso. Ao aproveitar espaços deixados pela defesa, Schürrle marcou aos 23 e aos 33 minutos do segundo tempo e ampliou ainda mais a vergonha histórica: 0-7. Aos 45 minutos, um gol de honra sem tanta honra assim. Oscar se livrou da marcação e marcou na saída de Neuer. Final de jogo: Brasil 1-7 Alemanha.

Informações Esporte Nordeste/ Edição Joel Santos.

Pessimismo toma conta dos brasileiros em ano-chave

O jornal espanhol El País publicou uma matéria nesta terça-feira (3) afirmando que o pessimismo dos brasileiros é visível em um ano-chave como o de 2014, com a Copa do Mundo. Segundo o texto, uma pesquisa do Pew Research Center revelou que a maioria da população desaprova o evento futebolístico.

O informe teria mostrado uma mudança drástica no estado de ânimo dos brasileiros desde 2010, que coincide com a freada do crescimento econômico, porém, ao mesmo tempo, com a contínua redução das taxas de pobreza.

Atualmente, de acordo com os números, 72% dos brasileiros declaram-se insatisfeitos com o atual panorama do país, enquanto, em 2013, algumas semanas antes da eclosão em junho da onda de manifestações sociais, eram 55% e, em 2010, 49%. Por outro lado, há quatro anos, 50% diziam sentir-se satisfeitos com o ritmo brasileiro, enquanto agora são 26%.