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Funcionários dos SACs I e II de Feira de Santana ameaçam paralisar as atividades

Cerca de 100 funcionários terceirizados dos SACs I e II (Serviço de Atendimento ao Cidadão) de Feira de Santana ameaçam paralisar as atividades, caso não recebam os direitos trabalhistas da empresa PH, que faliu no mês de abril deste ano e era a responsável pelo pagamento dos salários. Os funcionários trabalharam para a PH durante dois anos. Atualmente outra empresa é responsável pelo pagamento.

De acordo com os funcionários, que trabalham no setor de atendimento, a empresa PH não pagou o FGTS e muitos não receberam a rescisão. Apesar da empresa ter falido, os funcionários afirmam que a secretaria estadual de Administração se responsabilizou pelo pagamento.

“Estamos questionando o FGTS e a rescisão contratual que não recebemos. Eles ainda disseram que não iam pagar os 40% do aviso prévio e, além disso, a multa por estar pagando atrasado. A gente quer solução. Eles sempre informam que vão solucionar, mas até hoje não tivemos uma resposta concreta”, disse uma das funcionárias.

Ainda segundo os funcionários, a empresa atual está pagando os salários em dia, mas caso a situação com a empresa anterior não seja revolvida, eles vão paralisar as atividades.

“Vamos determinar um prazo para o pagamento de 10 dias, contados a partir da próxima segunda-feira (21). Caso o pagamento não seja efetuado, estamos planejando parar as atividades, o que vai afetar o atendimento ao cidadão”, afirmou.

As informações são do acordacidade.com.br

Médicos do Hospital Universitário da USP entram em greve

Entraram em greve ao meio dia de hoje (16), os médicos do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP). Eles aderem à greve dos docentes e funcionários da instituição, que já entra no seu 21º dia.

A decisão de aderir ao movimento grevista foi tomada em assembleia e, segundo a funcionária do hospital e diretora do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), Rosane Meire Vieira, os 270 médicos que trabalham na unidade paralisaram os trabalhos.

Segundo informações do Sindicato, a greve é por tempo indeterminado e só serão atendidas emergências. Consultas e cirurgias eletivas deverão ser remarcadas.

Dentre as principais reivindicações dos grevistas estão 9,8% de aumento, mais 3% pelas perdas salariais anteriores. Além dessas reivindicações, os médicos do hospital universitário pedem a contratação de mais profissionais para as equipes e melhores condições de trabalho, com a reforma do hospital e a redução da jornada de trabalho de 36 para 30 horas semanais.

Edisvânio Nascimento. Com informações da Agência Brasil.

Rodoviários de Fortaleza paralisam atividades

Cinco dias depois de os rodoviários de Fortaleza (CE) interromperem a circulação de cerca de 70% dos ônibus da cidade para cobrar mais segurança, trabalhadores de uma única companhia de ônibus voltaram a cruzar os braços pelo mesmo motivo.

Os funcionários da empresa de transporte Vega paralisaram suas atividades na madrugada de hoje (2), depois que um motorista da companhia foi alvo de uma tentativa de assalto.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Ceará (Sintro), Domingos Gomes Neto, o crime ocorreu em um dos ônibus da linha Beira Rio, na tarde de ontem (1º). De acordo com o sindicalista, o assaltante ficou frustrado com a pequena quantia que o motorista, que acumula a função de cobrador, carregava.

O motorista Francisco Erivaldo foi esfaqueado durante um assalto na noite de quarta-feira (28) e morreu no dia seguinte. Um adolescente de 13 anos foi apreendido e assumiu a autoria do homicídio. Durante o assalto, o cobrador Francisco Carneiro também foi esfaqueado. Uma terceira vítima, também motorista, já havia sido esfaqueada na noite da última terça-feira (27), durante uma tentativa de assalto.

O presidente do Sinttro disse que a categoria não descarta fazer novas paralisações e até mesmo uma greve geral caso medidas efetivas para garantir a segurança dos rodoviários não sejam adotadas. Ele lembrou o fato de que Fortaleza está entre as capitais mais violentas do país.

O presidente do Sinttro garantiu  que as paralisações e a ameaça de greve não têm relação com o fato de os rodoviários estarem em meio às negociações da Convenção Coletiva de Trabalho. Segundo Neto, a falta de avanço nas negociações contribui para ampliar a insatisfação dos trabalhadores, mas as duas paralisações já registradas foram motivadas exclusivamente pela falta de segurança.

Os rodoviários reivindicam aumento salarial de 18%; cesta básica de R$ 120; vale-alimentação no valor unitário de R$ 12. O Sindiônibus, patronal, por sua vez, oferece 5,8% de aumento.

Informações Agencia Brasil.